
Instituído pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, celebrado em 26 de abril, constitui uma oportunidade singular para refletir sobre o papel estratégico do conhecimento protegido no desenvolvimento científico, econômico e social das nações. Em 2026, a OMPI elegeu como tema "PI e Esporte: Em suas marcas, preparar, inovar!", reafirmando que inovar exige, como qualquer grande conquista humana, preparação, método e estratégia.
A escolha do esporte como tema central não é casual. O universo esportivo é, em si mesmo, um campo fértil de inovação tecnológica — da engenharia de materiais aplicada ao desenvolvimento de equipamentos de alto desempenho à biotecnologia voltada ao monitoramento de atletas, passando por soluções de aerodinâmica, inteligência artificial e design avançado. A propriedade intelectual é o mecanismo que viabiliza e protege esse ecossistema criativo, incentivando empresas, pesquisadores e instituições a investirem continuamente em novas soluções.
No âmbito do Sistema de Inovação da Aeronáutica (SINAER), essa reflexão assume contornos concretos e cotidianos. Toda inovação gerada nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação do COMAER — seja no campo dos materiais avançados, da aerodinâmica, dos sistemas embarcados ou da defesa — percorre uma jornada que se inicia na formulação de uma hipótese científica e percorre etapas rigorosas de pesquisa, experimentação e refinamento antes de alcançar sua forma final. É precisamente nesse processo que a propriedade intelectual cumpre sua função mais essencial: garantir que o conhecimento produzido seja devidamente documentado, protegido e valorizado, assegurando ao Estado Brasileiro a titularidade dos ativos tecnológicos gerados com recursos públicos.
A proteção intelectual não encerra, porém, a trajetória de uma inovação — ao contrário, abre-lhe novas possibilidades. A partir do registro de uma patente ou da consolidação de um ativo de PI, o conhecimento desenvolvido torna-se passível de transferência à indústria nacional, de licenciamento e de aplicação em produtos e serviços que beneficiam diretamente a sociedade e principalmente a Base Industrial de Defesa (BID). Trata-se, portanto, de um instrumento não apenas jurídico, mas eminentemente estratégico, capaz de converter investimento em pesquisa em soberania tecnológica e desenvolvimento sustentável para o Brasil.
Nesta data, o DCTA, como Órgão Central do SINAER renova seu compromisso com a inovação responsável, com a proteção do saber que produz e com o país que serve. Porque proteger o conhecimento é, antes de tudo, um ato real de soberania.
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)
Ciência e Tecnologia Aeroespacial a serviço do Brasil.
SINAER - Asas da Inovação