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A história da aviação no Brasil vai além dos 80 anos de existência da Força Aérea Brasileira (FAB). A indústria aeronáutica nacional não existiria sem a contribuição de pessoas dedicadas à ciência e ao desenvolvimento do país ao longo de toda a história nacional, como o “Pai da Aviação”, o célebre Alberto Santos Dumont.

 

 

O jovem sonhador alçou novos voos quando em 23 de outubro de 1906 uma aeronave, denominada 14-Bis, decolou no Campo de Bagatelle (França), mantendo-se a três metros de altura ao longo de 60 metros. Era o marco da aviação, e em sua homenagem a tal feito o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira é comemorado em 23 de outubro de cada ano.

Outro visionário, foi Casimiro Montenegro Filho, que assumiu a missão de fundar as bases de uma indústria de aviação nacional. Nascia, assim, o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a primeira escola de formação de engenheiros aeronáuticos do Brasil, no ano de 1950, na cidade de São José dos Campos - SP.

Vale destacar ainda, o grande marco da época, o projeto do primeiro avião comercial desenvolvido no Brasil, liderado pelo Major Aviador da Força Aérea Brasileira (FAB), formado no ITA (turma 1962), Ozires Silva: a construção da aeronave Bandeirante, que realizou o seu voo inaugural em 22 de outubro de 1968. A aeronave estimulou a aviação regional no país e deu início à Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) que viria a se tornar a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo.

A criação do CTA, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), trouxe oportunidades, desafios e um futuro promissor para o desenvolvimento tecnológico do país. Em seus mais de 50 anos de história, o DCTA tem como missão “Desenvolver soluções científico-tecnológicas no campo do Poder Aeroespacial, a fim de contribuir para a manutenção da soberania do espaço aéreo e a integração nacional”, fator que impulsiona essa Organização Militar a buscar meios de contribuir com o desenvolvimento da sociedade e domínio do setor aeroespacial.

Para o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, o DCTA apresenta em toda sua história grandes feitos que tem impulsionado ainda mais o desenvolvimento tecnológico. “O DCTA é responsável por entregas de grande relevância para a sociedade, isso remonta desde invenções como a urna eletrônica e o motor a álcool que foram concebidas aqui. A produção de tecnologia e inovação é o que move o Departamento e todo conhecimento empregado em projetos revela a maturidade e entrosamento sinérgico entre pesquisa pura e aplicada” afirma.  

A Era Espacial Brasileira

A FAB deu início a seus trabalhos e estudos no setor Espacial no ano de 1963 com a criação do atual Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Natal, no Rio Grande do Norte. Mais tarde com a criação do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) foi desenvolvido a família Sonda de foguetes de sondagem que permitiu ao Brasil o domínio das tecnologias necessárias para o projeto de um Veículo Lançador de Satélites (VLS), que incitou a construção de um novo centro de lançamento de foguetes, uma vez que o CLBI não comportava o lançamento de um foguete do porte do VLS.

Nascia assim, em 1983, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) com o objetivo de realizar lançamentos e rastreio de engenhos aeroespaciais, ampliando a capacidade científica, tecnológica e de inovação da FAB.

Vale ressaltar, que as tecnologias do setor espacial costumam ser de conhecimento restrito aos países detentores desse conhecimento. Nesse sentido, o domínio de tecnologia no setor aeroespacial proporciona a autonomia aos países que a detém, evidenciando a capacidade da indústria nacional, além da grande visibilidade e projeção de poder no cenário mundial.

A Era Hipersônica Brasileira

O setor aeroespacial, desde o último século, busca evoluir e encontrar alternativas para tornar o voo hipersônico uma realidade. Nesse sentido, o DCTA tem em seu escopo um projeto que visa demonstrar toda a capacidade do Brasil em desenvolver um motor hipersônico e foguetes para a realização de experimentos aeroespaciais. O projeto de Propulsão Hipersônica 14-X (PropHiper), desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) desde 2008, visa capacitar o Brasil na área estratégica e prioritária da hipersônica por meio da operação em voo de um sistema com propulsão hipersônica aspirada (tecnologia Scramjet).

O projeto 14-X, foi batizado desta forma em homenagem ao centenário, em 2006, do primeiro voo do 14-Bis. Fato que contribui para o surgimento da Campanha atual do “14-Bis ao 14-X”, que foi pensada por demonstrar a concepção de duas grandes ideias. Nesse sentido, o 14-X evidencia a mesma importância que o 14-Bis teve na época para Santos Dumont, um homem que rompeu as barreiras da tecnologia e inovação, fato que o projeto hipersônico visa alcançar na atualidade, uma vez que iremos utilizar um veículo espacial para habilitar uma tecnologia Aeronáutica.  

Na próxima reportagem do especial “Do 14-Bis ao 14-X”, confira como o Projeto vem sendo desenvolvido e como será a Operação Cruzeiro, na qual ocorrerá o lançamento Veículo Acelerador Hipersônico (VAH) equipado com a carga útil do IEAv, denominada 14-XS, com a finalidade de proporcionar as condições necessárias para o ensaio em voo do Demonstrador de Tecnologia Scramjet (DTS), a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e utilizando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) como Estação Remota.

 


Fonte: DCTA, por Tenente Larissa Santos
Fotos: DCTA

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou, na semana de 22 a 26 de novembro, em São José dos Campos (SP), o 1º Curso Básico de Gestão da Inovação (BGI) com carga horária de 36 horas. A abertura do Curso foi presidida pelo Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara e o encerramento pelo Assessor Especial do Diretor-Geral do DCTA, Brigadeiro do Ar R1 Alex Picchi Izmailov.

O Curso é uma das etapas da trilha de capacitação para Profissionais do Sistema de Inovação da Aeronáutica (SINAER), e tem como objetivo principal capacitar militares e servidores a executarem as ações que se refiram ao desenvolvimento das atividades especificamente relacionadas à gestão da inovação nas Instituições Científicas Tecnológicas (ICT) que compõem o SINAER, de acordo com as normas e legislações aplicáveis.

Durante a abertura, o Diretor-Geral do DCTA ressaltou a importância dessa capacitação, não só para o DCTA, como também para a Força Aérea Brasileira. “A Força Aérea, como uma organização eminentemente tecnológica, precisa bem gerir os conhecimentos acumulados ao longo dos anos, assim como garantir a propriedade intelectual dos seus inventos, visando a garantia do poder Aeroespacial Brasileiro”, destacou o Tenente-Brigadeiro Potiguara.

O curso proporcionou aos alunos conhecimentos de nível básico sobre as normas sistêmicas que regulamentam as atividades do SINAER, bem como sobre os conceitos e aplicações relacionadas à Gestão da Inovação, à prospecção em CT&I, à gestão do conhecimento voltada para a inovação na FAB, à proteção da propriedade intelectual e transferência de tecnologia no SINAER, à gestão de portfólios de CT&I do SINAER, e ao relacionamento entre ICT do Comando da Aeronáutica e as Fundações de apoio.

Foram ministradas as seguintes disciplinas durante o curso:
- INTRODUÇÃO À GESTÃO DA INOVAÇÃO;
- SISTEMA DE INOVAÇÃO DA AERONÁUTICA (SINAER) – NSCA 80-1;
- PROSPECÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – NSCA 80-3;
- GESTÃO DO CONHECIMENTO VOLTADA À INOVAÇÃO NA FAB – NSCA 80-6;
- PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NO SINAER – NSCA 80-8;
- GESTÃO DE PORTFÓLIOS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO SINAER – NSCA 80-5;
- NOMEAÇÃO DE INSTITUIÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E DE INOVAÇÃO DO COMAER – NSCA 80-2;
- FORMALIZAÇÃO DE RELACIONAMENTO ENTRE ICT DO COMAER E A FUNDAÇÃO DE APOIO – NSCA 80-4.

Participaram do curso militares e servidores das ICTs do SINAER de São José dos Campos (CCA-SJ, IAE, IAOp, IEAv, ICEA, IFI, IPEV e ITA), bem como militares e servidores do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, do Centro de Lançamento de Alcântara, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, do Instituto de Logística da Aeronáutica, do Instituto de Medicina Aeroespacial e do Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica.

No encerramento, o Brigadeiro Izmailov replicou a gratidão do Diretor-Geral do DCTA em ter os militares e servidores da Força Aérea como elementos multiplicadores da informação e do conhecimento sobre os vários aspectos abordados durante as aulas.

“Tenho a plena certeza que a equipe da docência da NGI e do Órgão Central se dedicaram para fazer com que esses conhecimentos fossem repassados aos senhores e em nome do Tenente-Brigadeiro Potiguara desejo aos senhores um ótimo retorno e que a nossa Força Aérea esteja cada vez mais capacitadas a encarar pesquisas inovadoras com o conhecimento dos senhores”, destacou o Assessor Especial do Diretor-Geral.

Todos os militares e servidores receberam um certificado de conclusão de curso durante a cerimônia de encerramento.

Sobre o SINAER

O SINAER tem, como órgão central, o DCTA e a finalidade de gerenciar as atividades relacionadas à Gestão da Inovação Tecnológica no âmbito do Comando da Aeronáutica (COMAER), a fim de criar um ambiente de convenções e normas que auxiliem a condução de pesquisa e desenvolvimento.

O Sistema conta com 14 ICT (Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação), entre os quais, fazem parte cinco Grandes Comandos que, sob a coordenação do DCTA, atuam na área de pesquisa cientÍfica e tecnológica no âmbito da Força Aérea Brasileira (FAB). O desafio do Sistema é fazer com que as tecnologias desenvolvidas se tornem objeto de licenciamento e transferência de tecnologia para a indústria.

Entre as atribuições macro do SINAER, o DCTA ocupa posição de destaque na execução de diversas atividades, como a prospecção tecnológica, tendo como finalidade o fornecimento de informação gerencial, por meio da coleta, compilação e consolidação de dados, ou ainda, monitoramento de informações disponíveis sobre determinada tecnologia ou demanda, que possibilitará aos interessados suporte ao planejamento e decisões estratégicas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

Fonte: DCTA, por Tenente Isabele e Tenente Flávia

Imagens: DCTA

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), entregou na última quinta-feira (18), cerca de 2.000 garrafas de água ao Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC) Vale do Paraíba, localizado em São José dos Campos - SP.

 As doações fizeram parte da ação solidária realizada nos meses de outubro e novembro, quando foi promovido o Concerto Sinfônico da Banda de Música do DCTA, alusivo ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB) e também os Jogos da Super Liga de Volêi Masculino, que ocorreram no ginásio do Clube dos Oficiais do CTA – COCTA. Os eventos tiveram como objetivo o ingresso solidário, em que o público participante contribuiu doando garrafas de água e quilos de alimentos não perecíveis, que posteriormente serão destinados as Agrovilas de Alcântara.

O GACC é um complexo clínico-sócio-hospitalar, multidisciplinar e especializado para atender crianças e jovens com câncer entre 0 e 19 anos incompletos, em toda a região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira. É o único em toda a região que possui uma equipe médica e multidisciplinar especializada em oncologia infantojuvenil, além de equipamentos de última geração e excelente estrutura física, sendo referência nacional na qualidade do tratamento realizado.

Para a Coordenadora Institucional do Hospital GACC Vale, Ana Paula Silva a doação das garrafas de água foi importante para complementar a rotina do tratamento. "Os pacientes em tratamento oncológico precisam consumir água constantemente, uma vez que a hidratação ajuda a diminuir a toxidade dos rins e demais órgãos, eliminando assim as substâncias tóxicas oriundas do processo de quimioterapia e radioterapia", conclui.


Fonte: DCTA, por Tenente Larissa    
Fotos: DCTA, por Soldado J. Alves

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou em setembro de 2021 os ensaios em voo associados ao Projeto Módulo de Recuperação de Cargas Espaciais por Paraquedas (MRCEP) utilizando como plataforma de lançamentos o helicóptero H-36 do Esquadrão 3º/8º GAv da Força Aérea Brasileira. O local definido para a realização da Operação foi a Restinga da Marambaia da Base Aérea de Santa Cruz – RJ. Esta Operação foi denominada de “Operação EUGÊNIO DE MELO – C” (continuada).

O Projeto Módulo de Recuperação de Cargas Espaciais por Paraquedas (MRCEP) é 100% nacional e desenvolvido pelo IAE com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) por meio de sua autarquia vinculada, a Agência Espacial Brasileira (AEB).

O projeto MRCEP tem como objetivo principal promover a recuperação dos experimentos embarcados nas cargas uteis lançadas nos veículos espaciais (sondagem).

Com essa tecnologia, desenvolvida pelo IAE, em lançar e recuperar as cargas úteis permite que universidades e centros de pesquisas tenham acesso ao espaço em ambiente de micro gravidade para análise de seus experimentos. Dessa forma, o Brasil se torna independente na tecnologia de recuperação de cargas espaciais, além de obter uma economia significativa por lançamento.

Evidenciamos que atualmente os experimentos de origem nacional que necessitam serem resgatados para análise em laboratórios utilizam um sistema de recuperação adquirido no exterior de elevado custo, dificultando a pesquisa nacional.

A realização da Operação EUGÊNIO DE MELO – C (continuada) versa a pré-qualificação do MRCEP. Para os ensaios em voo foram preparados vários mockups com diferentes massas e configurações de paraquedas (         PQD) viabilizando, portanto, a caracterização dos PQD através do código computacional, análise da dinâmica de voo dos PQDs, estabilidade, modo de extração de PQD, velocidade de queda, entre outros aspectos. É importante salientar que os mockups lançados serviram para realizar o preset da operação, que trata do treinamento da tripulação do helicóptero H-36, treinamento da equipe de resgate SAR e configuração de lançamentos dos mockups.

Dentre os mockups lançados, destaca-se o mockup PSR (Plataforma Suborbital de Reentrada) a qual apresenta similaridade (em termos de massa e geometria) com as cargas úteis utilizadas nos lançamentos nacionais.

O lançamento do mockup PSR (objeto principal de análise) ocorreu a uma altitude de 6500 ft ( 2 km). Este lançamento apresentou três eventos, quais sejam: (I) queda livre por 17 seg após a separação, atingindo uma velocidade de 587 km/h; (II) abertura do PQD Piloto de Estabilização do mockup e (III) abertura do PQD principal. Ressalta-se que na fase (II) foi utilizado o subsistema Pistão ejetor para extração do PQD Piloto e a Guilhotina para corte e liberação do referido PQD.

A velocidade terminal do mockup PSR induzida pela ação PQD Principal foi da ordem de 10 m/s até o impacto na água. Importante salientar que o mockup PSR é hermético, sendo capaz de manter sua flutuabilidade durante toda a fase de resgate no mar.

Dentre os subsistemas desenvolvidos no Projeto do MRCEP e integrados no mockup PSR, destacam-se: (I) PQD Piloto, dimensionado para atuar em regime de altas velocidades. Sua função é a vetorização da carga, redução de velocidade e extração do PQD Principal. O PQD Piloto apresenta resistência estrutural da ordem de 4000 kgf; (II) PQD principal, que tem como função estabilizar a carga na velocidade de 10 m/s até o impacto na água; (III) Pistão Ejetor, responsável pela extração do PQD Piloto; (IV) Guilhotina de Corte de Umbilical, utilizado para a liberação do PQD Piloto e, consequentemente, a extração do PQD Principal durante o voo; (V) Guilhotina de Retardo Pirotécnico, utilizada no processo de reefing do PQD Principal. O reefing é uma técnica que promove a abertura do PQD Principal em duas etapas, minimizando os esforços durante o processo de abertura. Além desses subsistemas foram testados modo de abertura das bolsas dos PQD e dressings (procedimentos de fixação dos PQD no canister - tubo que aloja o             PQD).

Outros fatores relevantes com o desenvolvimento do projeto MRCEP foram os “Spin off” que tiveram significativos avanços em diversos seguimentos de pesquisas do IAE/DCTA. Entre eles estão: Sistema de Fitas para içamento e lançamentos de cargas com linha de fogo, Sistema de fitas de resgate para extração de cargas no mar, código computacional para dimensionamento de PQDs, Artigos, Teses de mestrado e doutorado. Também foram contemplados pelo projeto do MRCEP, capacitação industrial no setor têxtil para manufatura de materiais com aplicação aeroespacial e capacitação de alunos de engenharia aeronáutica através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC).

De acordo com o Major Aviador Felipe Bottino Menario, Chefe da Seção de Operações do Esquadrão 3º/8º GAv da ALA-12, “no campo tático, com a Operação Eugênio de Melo-C, foi possível treinar as tripulações na técnica de cargas externas que nada mais é que o transporte de materiais e cargas que não cabem a bordo do helicóptero. É uma técnica que requer um grande preparo das tripulações, tanto no preparo da carga quanto no preparo para o voo. Esta técnica exige uma redobrada atenção e uma perícia diferenciada”. Ressaltou ainda que “é muito gratificante para o 3º/8º GAv da ALA-12 poder contribuir com a realização de grandes projetos da FAB e participar no incremento do poder aeroespacial brasileiro”.  O Major Bottino concluiu afirmando que “o trabalho em conjunto é um terreno muito fértil para a sociedade brasileira e os profissionais envolvidos, o que traz a possibilidade de novos aprendizados, além da oportunidade de estreitarmos os laços entre as áreas técnica e operacional, proporcionando resultados concretos e a plena certeza de que todos saíram melhores conhecedores da nossa FAB”.

O Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar César Augusto O’Donnell Alván destaca que “o desenvolvimento do Projeto MRCEP é um trunfo no campo aeroespacial, devido à superação de desafios enfrentados por meio da capacidade técnica da equipe do IAE, além de equipagens parceiras do IPEV (Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo) e do Esquadrão 3º/8º GAv, tendo em vista que traz a independência tecnológica ao Brasil, com tecnologia e mão-de-obra nacional e custos acessíveis”.

O Chefe da Subdepartamento Técnico do DCTA, Brigadeiro Engenheiro R1 Augusto Luiz de Castro Otero, complementa “O sucesso desta missão comprova a dedicação, profissionalismo, comprometimento e patriotismo de todos os envolvidos. O projeto MRCEP atingiu um marco importante e se encerra com chave de ouro, vale destacar ainda, que o aprendizado será de grande valia para outros projetos de CT&I do DCTA”.

Está previsto no exercício do ano de 2022, o primeiro lançamento da Plataforma Suborbital em Microgravidade denominada PSM no Centro de Lançamento de Alcântara (MA). Esta plataforma utilizará os subsistemas desenvolvidos no Projeto MRCEP para a sua recuperação em voo. Importante mencionar que a carga útil PSM foi desenvolvida pela ORBITAL Engenharia SA e os PQD utilizados no sistema de recuperação de cargas espaciais é de fabricação da AEROVERTICAL–Sistema.

 

CONFIRA O VÍDEO COMPLETO DA OPERAÇÃO, FEITO PELO LABORATÓRIO DE REGISTRO DE IMAGENS (AIE-LRIM) CLICANDO AQUI.

 

Fonte/imagens: IAE, por SC Eugênio (APJ) e Dr. Mauricio (ASD)

Na última terça-feira (23), o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, o Vice-Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Ricardo José Freire de Campos e o Chefe da Seção de Investigação e Justiça (SIJ) do DCTA, Capitão Luiz Antônio Cazolari de Souza receberam o Medalhão Comemorativo aos 100 anos da criação das Circunscrições Judiciárias Militares da União em Solenidade comemorativa do Centenário das Circunscrições Judiciárias Militares da Justiça Militar da União.

O ato foi realizado no Auditório do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), e a entrega foi realizada pela Diretora do Foro da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, Juíza Federal Dra. Vera Lúcia da Silva Conceição.

Ao conceder a honraria a Juíza destacou “somos nós da Auditoria que estamos outorgando, então os nomes dos senhores foram selecionados pelos membros que trabalham dentro da auditoria conosco e do colegiado do Ministério Público Militar e de Defesa e, principalmente, dos servidores que trabalham conosco. Então todos nós estamos aqui para agradecer o empenho dos senhores, a dedicação, a parceria que é feita com a Justiça Militar, porque nós também não faríamos o nosso serviço se não tivéssemos uma excelente parceria com a Força Aérea Brasileira. Então é pra agradecer e dizer que neste Medalhão estão os nossos aplausos e os parabéns de toda nossa Auditoria da Justiça Militar. Muito Obrigada”, declarou.

Após a entrega do Medalhão, o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Potiguara acompanhou a Juíza Vera Lúcia em uma passagem pelo salão do MAB apresentando todo o acervo histórico que o DCTA construiu ao longo dos 50 de existência como o protótipo da aeronave do 2º Bandeirante, o primeiro carro movido a etanol bem como os foguetes da família Sonda e Veículo Lançador de Satélites (VLS). Durante a visita, a Juíza ficou impressionada com a grandiosidade dos projetos da indústria brasileira e os feitos na área de ciência, tecnologia, ensino e pesquisa desenvolvidos neste Departamento.

 

Sobre o MAB

O MAB abre de terças as sextas-feiras das 9 h às 12 h e 13 h 30 min às 17 h e aos sábados, domingos e feriados das 9 h às 17 h (sem intervalo). Para mais informações acesse o site: https://mab.dcta.mil.br/.


Livro e exposição do Centenário

Dentro da programação comemorativa ao Centenário da Primeira Instância, foi editado o livro “Cem anos de história: Auditorias da Justiça Militar da União”, de autoria de Maria Juvani Lima Borges e Luciana Lopes Humig. A obra traz registros documentais dos principais marcos históricos e legais do processo de estruturação da Primeira Instância desta justiça especializada e pode ser acessada gratuitamente por meio do portal do STM – https://www.stm.jus.br/centenario-das-circunscricoes/pag-inicial.

No portal STM, confira também a Exposição Virtual que trata dos 100 anos das Auditorias e assista aos vídeos alusivos à data.

 

Fonte: DCTA, por Tenente Isabele

Imagens: DCTA

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), por meio da Divisão de Certificação de Produto Aeroespacial (CPA), entregou, no dia 11 de novembro de 2021, em cerimônia realizada em suas dependências, o Certificado de Tipo Provisório do KC-390 à Embraer. Esse documento, cuja entrega coroa um trabalho de mais de dez anos entre representantes da CPA e da empresa joseense, atesta que o projeto cumpre com os requisitos contratados. Para se chegar a isso, a Embraer apresentou ao IFI diversas evidências que comprovam a segurança do projeto, bem como o cumprimento das missões que a aeronave irá realizar em prol da Força Aérea Brasileira (FAB).

O certificado de tipo provisório indica que a aeronave cumpre os requisitos até agora comprovados e é segura para as missões já certificadas. A emissão desse documento - que é uma prática comum na aviação civil - indica que a aeronave já está próxima da certificação final e está apta a cumprir várias missões. O certificado definitivo vem após o encerramento do processo de verificação do IFI e das demais missões previstas nos requisitos contratados em todo o envelope de voo.

“O certificado de tipo atesta que o projeto de tipo do KC-390 está aeronavegável e cumpre com os requisitos de missão. A certificação ainda é provisória, pois está sendo entregue uma parte das funcionalidades do projeto da aeronave. Ao término da certificação de todas as funcionalidades será emitido o certificado de tipo definitivo”, explica o Tenente-Coronel Especialista em Armamento Fábio de Castro Dutra, Chefe da CPA.

Esse evento é um momento histórico do IFI e da indústria aeronáutica brasileira, notadamente da Embraer, uma vez que ratifica a capacidade técnica e o profissionalismo nacional, por meio da entrega de uma aeronave moderna e eficiente à FAB e ao mercado mundial.  

 

Fonte: Servidor Toler Russo

Fotos: IFI

Todos os cursos do Instituto conquistaram 5 estrelas na classificação do Guia da Faculdade

 

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) recebeu a nota máxima (5 estrelas) nos seis cursos oferecidos pela instituição, conforme Guia da Faculdade publicado anualmente pelo Estadão, com edição 2021 lançada no dia 24 de outubro. Os cursos oferecidos pelo ITA são da área de Engenharia, nas seguintes especialidades: Aeroespacial, Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação, Eletrônica e Mecânica-Aeronáutica.

Dentre as instituições avaliadas, públicas e privadas, o ITA foi a única a receber a nota máxima em todos os cursos. Em 2021, aproximadamente 16 mil cursos foram avaliados e apenas 581 receberam o conceito máximo de 5 estrelas.

O Guia da Faculdade é publicado desde 2019, em parceria entre o Estadão e a Quero Educação, startup brasileira da área educacional, e é a maior pesquisa de opinião de ensino superior do país. A metodologia utilizada, conhecida como “avaliação por pares”, conta com a participação de mais de 9 mil coordenadores e professores da educação superior, cadastrados voluntariamente, que avaliam e dão nota para os cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual trabalham, nos quesitos: qualidade do projeto pedagógico, qualidade do corpo docente e qualidade da infraestrutura.

“Estamos muito felizes pelo reconhecimento. Esta avaliação é realizada a partir da opinião de professores do ensino superior, nossos pares, e demonstra o bom conceito que temos no meio acadêmico. Isso nos motiva a continuarmos perseguindo a excelência no ensino da Engenharia”, afirmou o Reitor do ITA, Professor Doutor Anderson Ribeiro Correia.

O Guia da Faculdade com o ranking completo e a metodologia utilizada pode ser acessado aqui.

 

Fonte: ITA

Fotos: ITA

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