No mês de abril de 2026, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) recebeu a visita oficial de executivos da Embry-Riddle Aeronautical University. A instituição norte-americana é reconhecida globalmente como uma das mais respeitadas universidades especializadas no setor aeroespacial, mantendo parcerias estratégicas com a indústria e com órgãos reguladores dos Estados Unidos.
Integraram a comitiva o Diretor Executivo para a América Central e do Sul, Marcos Cardoso Pereira, e o Consultor de Desenvolvimento de Negócios, Sydnei Luiz Casarini, que foram recepcionados pela Coordenadoria de Gestão da Inovação (CGI) do DCTA.
A visita teve como objetivo apresentar a infraestrutura das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) do Comando da Aeronáutica, além de identificar áreas de interesse mútuo para o desenvolvimento de projetos conjuntos e o intercâmbio de conhecimento. A iniciativa também buscou aproximar o ecossistema brasileiro das práticas e laboratórios de excelência internacional.

Durante a programação, a comitiva conheceu os trabalhos desenvolvidos pelas seguintes Organizações Militares do Departamento: Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) e Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV).
Segundo o Chefe Adjunto da CGI, Tenente-Coronel Aviador Joel Eloi Belo Junior, a aproximação entre o DCTA e a Embry-Riddle representa a convergência de dois ecossistemas historicamente conectados pela aviação e que, agora, unem esforços diante dos desafios tecnológicos do futuro.
“Essa cooperação reforça o compromisso da Aeronáutica com a inovação aberta, a internacionalização de suas ICTs e o desenvolvimento de competências estratégicas em áreas críticas, como sistemas autônomos, cibersegurança aeroespacial e desempenho humano. A construção desse diálogo institucional amplia oportunidades de pesquisa aplicada, intercâmbio técnico-científico e geração de capacidades de interesse nacional”, destacou o Chefe Adjunto da CGI.
Atualmente, o DCTA e a Embry-Riddle trabalham na elaboração de um Memorando de Entendimento (MoU), que formalizará a cooperação técnica entre as instituições.
Relação histórica da Embry-Riddle com a aviação brasileira
A conexão entre a Embry-Riddle e a aviação brasileira é profunda e histórica. Durante a Segunda Guerra Mundial, a instituição desempenhou papel fundamental na estruturação técnica da Força Aérea Brasileira (FAB), ao estabelecer, em São Paulo, no histórico complexo da Hospedaria dos Imigrantes, na Mooca, a Escola de Especialistas de Aeronáutica.
Sob a tutela técnica da Embry-Riddle, a escola formou as primeiras gerações de sargentos mecânicos e especialistas que deram sustentação ao desenvolvimento da aviação militar e civil brasileira.
Essa parceria histórica ganha significado ainda mais especial em 2026, ano em que a Embry-Riddle celebra seu centenário. São 100 anos de pioneirismo global na aviação, conectando seu legado histórico ao futuro da inovação no DCTA.
Fonte: Por DCTA, comunicação CGI
Foto: CGI
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O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), organização militar subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia (DCTA), realizou, no período de 27 a 30 de abril, o Exercício Operacional Ponta Negra 3. A atividade teve como objetivo aprimorar os meios operacionais e fortalecer a capacidade de resposta do efetivo, por meio da simulação completa da cronologia de lançamento de foguete, com foco na segurança, precisão e confiabilidade das operações.
Durante o exercício, foram conduzidos treinamentos com as equipes de emergência, incluindo simulações de acidentes operacionais que exigiram pronta atuação e integração entre os diversos setores envolvidos. As atividades permitiram avaliar protocolos, validar procedimentos e elevar o nível de prontidão das equipes, consolidando a importância da capacitação contínua para o cumprimento das missões institucionais do CLBI.
Para o Diretor do CLBI, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Tavares Vieira, a realização do exercício reforça o compromisso com a excelência operacional: “A importância do Exercício Ponta Negra pode ser verificada tanto na capacitação de novos militares e servidores, bem como na manutenção operacional de nossos operadores nas variadas posições operacionais, testando sistemas e procedimentos específicos de uma Operação de Lançamento, garantindo um alto nível de preparo e segurança nas nossas operações"



Texto: CLBI, por Ten Mariano
Fotos: CLBI, por Ten Mariano e Sgt Jacileide
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A Força Aérea Brasileira (FAB) deu mais um passo no fortalecimento de sua capacidade operacional com a incorporação da sétima aeronave no âmbito do projeto TH-X. A entrega realizada no mês de abril em Itajubá (MG), na Helibras, consolida o avanço de uma iniciativa estratégica no preparo das futuras gerações de pilotos militares, reforçando a estrutura necessária para a formação e o treinamento de pessoal.
Nesse contexto, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu a aeronave FAB 8824, a quarta unidade do projeto para a Aeronáutica.
O projeto promove a unificação dos processos de instrução, reduzindo custos operacionais e ampliando a capacidade de adestramento integrado. Os mecanismos estabelecidos pela Lei Complementar nº 221/2025 tiveram papel fundamental ao criar condições para a incorporação de novos meios, reforçando a estrutura necessária para a formação e o treinamento de pessoal, bem como no fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID).
A nova aeronave já tem destino definido: a cidade de Natal, local onde será empregada pelo Esquadrão Gavião (1º/11º GAV) na formação dos futuros pilotos de combate de asas rotativas. A escolha reforça a relevância da localidade como centro estratégico para a capacitação operacional, contribuindo diretamente para a qualificação das tripulações e para a consolidação dos objetivos do Projeto TH-X.
Com a chegada da aeronave FAB 8824, o projeto avança em sua missão de ampliar a capacidade de treinamento na formação dos pilotos de asas rotativas. Com isso, a capacidade de preparo e resposta se torna mais eficiente e se alinha às diretrizes de modernização da FAB.
De caráter conjunto, o projeto atende a requisitos da FAB e da Marinha do Brasil (MB), sendo conduzido sob coordenação da COPAC (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), organização designada pelo Ministério da Defesa para atuar no planejamento, na gestão contratual e na articulação institucional do programa.

Nesse contexto, o GAC-PAC (Grupo de Acompanhamento e Controle do Programa Aeronave de Combate) tem sido essencial para a condução eficaz do processo de incorporação das aeronaves no âmbito do Projeto TH-X. O GAC-PAC contribui diretamente no acompanhamento técnico e operacional, assegurando que cada etapa, do recebimento à operacionalização, ocorra de forma alinhada aos requisitos estabelecidos e à legislação em vigor. Essa integração garante não apenas a conformidade dos processos, mas também a efetividade na entrega de capacidades às Forças Armadas.
O Chefe do GAC-PAC e Presidente da Comissão de Recebimento, Coronel Aviador Diogo Silva Castilho, destacou que:
“A incorporação de mais esse vetor à Força Aérea Brasileira reforça o compromisso com o treinamento em alto nível de nossos pilotos militares. Os esforços de hoje resultarão em uma atividade operacional mais segura e eficiente no cumprimento das missões humanitárias e de defesa nos próximos anos.”
A cerimônia realizada em Itajubá não representou apenas a entrega de uma aeronave, mas simbolizou o compromisso do Ministério da Defesa com a modernização das Forças Armadas, o estímulo à indústria nacional e o fortalecimento das capacidades operacionais brasileiras, ao mesmo tempo em que reafirmou uma parceria institucional contínua, projetando a nossa Força com mais presença, preparo e capacidade operacional nos céus do Brasil.

Texto: Renan de Lacerda Lima Gonçalves Maj Int / GAC-PAC
Fotos: HELIBRAS
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Durante a visita, a comitiva acompanhou de perto as atividades e os projetos estratégicos da Aeronáutica
Com o objetivo de estreitar laços institucionais, nivelar conhecimentos e apresentar, na prática, as capacidades operacionais e tecnológicas da Força Aérea Brasileira (FAB), a Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA) e o Ministério da Defesa (MD) promoveram, nos dias 22 e 23/04, uma visita institucional a organizações estratégicas da aviação e da defesa no país.
A programação teve início na Base Aérea de Brasília (BABR) e incluiu visitas às instalações da Embraer, em Gavião Peixoto (SP); ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP); à Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP); e à Base Aérea de Anápolis (BAAN), onde estão sediados importantes meios operacionais da FAB.
A comitiva foi conduzida pela Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Fredo, acompanhada pelo Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita, e composta por militares da FAB e civis representantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Governo Federal.
Durante a visita, a comitiva acompanhou briefings institucionais e conheceu de perto projetos estratégicos da Aeronáutica, como o caça F-39 Gripen, a aeronave KC-390 Millennium e as plataformas E-99 e R-99. Também foram apresentados simuladores de voo, estruturas operacionais e atividades relacionadas à formação de pilotos militares, além de demonstrações da Esquadrilha da Fumaça.

A visita contemplou, ainda, a apresentação das capacidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação conduzidas pelo DCTA, evidenciando o alinhamento entre tecnologia, indústria e preparo operacional no setor aeroespacial brasileiro. Ao longo da programação, a Força Aérea Brasileira destacou, na prática, como suas ações estão diretamente ligadas à Defesa, ao Controle do Espaço Aéreo e à integração do território nacional, em articulação com a indústria e o setor tecnológico.
A Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Fredo, destacou que a experiência foi fundamental para ver de perto o trabalho da Força Aérea. “Temos aqui representantes do Poder Legislativo e de vários ministérios parceiros do Executivo que conhecem na teoria, mas, aqui, as coisas estão acontecendo na prática. Essa parceria é fundamental para o Ministério da Defesa e para a Força Aérea”, disse a Secretária-geral.
O Secretário da SEFA, Tenente-Brigadeiro do Ar Ary, ressaltou o caráter técnico da iniciativa. “Esta missão foi um sucesso e cumpriu plenamente seu objetivo. Apresentamos a autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo a força da nossa indústria, a alta tecnologia do DCTA, a excelência da formação na AFA e a prontidão operacional em Anápolis. A comitiva pôde conhecer, de perto, os ativos que garantem a soberania nacional”, afirmou o Oficial-General.
A visita institucional evidencia o papel da SEFA na articulação entre os diversos representantes do governo e destaca a importância da continuidade dos investimentos no setor de Defesa, garantindo o avanço dos projetos estratégicos e a manutenção das capacidades operacionais da Aeronáutica.

Texto: Wanessa Liz / CECOMSAER
Fotos: Sargento Lucinéia / DCTA e Sargento Müller / CECOMSAER
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Major-Brigadeiro Breviglieri assume a Vice-Direção do Departamento

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou, nesta sexta-feira (17/04), em São José dos Campos (SP), a cerimônia militar de transmissão do cargo de Vice-Diretor do DCTA e de Comandante da Guarnição de Aeronáutica de São José dos Campos (GUARNAE-SJ).
Na solenidade, o Major-Brigadeiro Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti transmitiu o cargo ao Major-Brigadeiro do Ar Eric Breviglieri, em um momento que reafirma a continuidade das atividades estratégicas do Departamento.
A cerimônia militar foi presidida pelo Comandante-Geral de Apoio (COMGAP), Tenente-Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta, enquanto o ato de transmissão da Vice-Direção foi presidido pelo Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, com a presença de autoridades civis e militares.
Durante o ato, foram lidos os decretos de exoneração e de nomeação, assinados pelo Presidente da República e pelo Ministro de Estado da Defesa. Em seguida, o Major-Brigadeiro Luciano formalizou a passagem da função ao Major-Brigadeiro Breviglieri, que assumiu o cargo e, acompanhado de seu antecessor, realizou a tradicional revista à tropa.
Com ampla experiência operacional e de comando na Força Aérea Brasileira (FAB), o Major-Brigadeiro Breviglieri assumiu a Vice-Direção com a missão de contribuir para o fortalecimento das capacidades científicas, tecnológicas e operacionais do DCTA. Sua trajetória inclui o comando de importantes organizações da FAB, como o Primeiro Grupo de Defesa Aérea, a Base Aérea de Boa Vista (BABV), a Base Aérea de Campo Grande (BACG) e a Academia da Força Aérea (AFA).

A cerimônia também marcou a despedida do Major-Brigadeiro Luciano do serviço ativo da Força Aérea Brasileira, após carreira dedicada a projetos estratégicos nas áreas de defesa, aeronáutica e espacial e a funções de liderança no DCTA e no Ministério da Defesa (MD). Em seu pronunciamento, destacou o trabalho conjunto de militares e civis e a importância da integração com a Base Industrial de Defesa (BID) e o setor acadêmico. O Tenente-Brigadeiro Bellintani ressaltou a contribuição do Oficial-General à frente da Vice-Direção e a confiança na continuidade dos trabalhos sob a liderança do Major-Brigadeiro Breviglieri.

Como parte das homenagens, foi realizado o descerramento do retrato do Major-Brigadeiro Luciano na Galeria de Ex-Vice-Diretores do DCTA, além da entrega simbólica da insígnia do posto e do desfile da tropa em sua continência.
A transmissão do cargo de Vice-Diretor do DCTA representa a continuidade de uma missão estratégica voltada ao fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para a soberania nacional e para o avanço do setor aeroespacial.


Fonte: DCTA, por Ten Daniel Ranna
Fotos: ACS DCTA, por Sgt Eduardo, Sgt Neves e Sgt Juliane
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O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) recebeu, entre os dias 14 e 16 de abril, a comitiva da Viagem de Estudos do Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM), da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, em uma agenda intensiva voltada à compreensão do papel estratégico da ciência, tecnologia e inovação para o Poder Aeroespacial Brasileiro (PEB). A atividade reuniu Oficiais-Alunos em fase avançada de formação, futuros integrantes de estados-maiores e cargos de comando, consolidando a integração entre o ensino operacional e a base tecnológica da Força Aérea Brasileira (FAB).
Durante a programação, a comitiva foi recebida pelo Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, que realizou a apresentação institucional do Departamento, destacando as principais capacidades, projetos estratégicos e o papel do DCTA no fortalecimento da soberania tecnológica nacional.
Ao longo dos três dias, os participantes tiveram acesso a palestras institucionais, visitas técnicas e apresentações em laboratórios e centros de excelência do DCTA, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). A agenda também contemplou visitas à indústria aeronáutica e ao Parque de Inovação Tecnológica (PIT), ampliando a visão sobre o ecossistema de inovação e sua conexão com o setor produtivo.


Para o Major Aviador Diego Severo Gualberto, a experiência representou um marco na formação dos Oficiais-Alunos. “Essa visita foi uma oportunidade muito importante para os Oficiais do CCEM. Foi muito significativo conhecer as tecnologias desenvolvidas e as iniciativas conduzidas nos Institutos do DCTA, bem como o trabalho realizado na indústria e no ambiente de inovação. O que mais chamou atenção foi perceber que esse esforço vai além da produção do conhecimento, avançando para a transformação em inovação, com resultados tangíveis e economicamente viáveis para a população”, destacou.
O Oficial também ressaltou a relevância estratégica da atividade no contexto do curso. “Estamos em um momento de formação voltado ao estudo da guerra e à preparação para funções de estado-maior e comando. A ciência, a tecnologia e a inovação são pilares do poder nacional. Ter contato direto com essas iniciativas amplia nossa capacidade de tomada de decisão no futuro, contribuindo para o fortalecimento da Força Aérea e da Base Industrial de Defesa”, completou.
A realização da Viagem de Estudos reforça o papel do DCTA como protagonista no desenvolvimento científico e tecnológico do setor aeroespacial, evidenciando a integração entre ensino, pesquisa, indústria e inovação como elemento essencial para a construção de capacidades nacionais e para a soberania País.



Fonte: DCTA, por Ten Daniel Ranna
Fotos: DCTA, por Sgt Neves
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Missão Artemis II exemplificou a importância da nova área de estudo, especialmente no gerenciamento de sistemas complexos

A Engenharia de Sistemas, novo curso de graduação oferecido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no campus de Fortaleza (CE), será voltada ao gerenciamento do desenvolvimento de sistemas complexos, uma atividade que exige atuação multidisciplinar e visão integrada de diferentes áreas do conhecimento.
Essa abordagem é aplicada em setores estratégicos, como o aeroespacial, a defesa e a indústria, nos quais a integração entre múltiplos componentes é determinante para o sucesso de projetos. Um exemplo recente dessa complexidade foi observado na Missão Artemis II, realizada pela NASA, em abril deste ano, marcando a volta do homem à órbita da Lua após mais de 50 anos.
O Comandante da Missão e Mestre em Engenharia de Sistemas, Astronauta Reid Wiseman, percorreu mais de 400 mil quilômetros em uma jornada de quase dez dias. A operação envolveu a integração precisa de diferentes subsistemas, do foguete à espaçonave, exigindo uma abordagem estruturada capaz de coordenar múltiplas áreas de conhecimento.
Segundo o Pesquisador do Centro Espacial ITA (CEI), Capitão Engenheiro Bruno Henrique Flores dos Santos Mattos, o sucesso da Artemis II ilustra de forma clara a importância da Engenharia de Sistemas como ferramenta fundamental nesse contexto. “Trata-se de uma abordagem que permite decompor um sistema altamente complexo em partes menores e mais controláveis, além de estruturar de forma rigorosa as interfaces entre elas”, explica.
A lógica aplicada é a do “dividir para conquistar”. Em uma missão espacial, por exemplo, isso significa organizar o sistema em subsistemas, como propulsão, controle de atitude, sistemas térmicos, estruturas, potência, comunicação e processamento de dados. Cada um desses elementos é desenvolvido de forma coordenada, garantindo que o conjunto funcione de maneira integrada.
Na indústria, essa mesma lógica também pode ser observada. No desenvolvimento de uma aeronave comercial, por exemplo, os projetos são estruturados em diferentes subsistemas, como fuselagem, sistemas de controle de voo, aviônicos, propulsão, sistemas elétricos e interiores de cabine. Cada área é projetada por equipes especializadas, mas todas precisam operar de forma integrada.
“A criação do curso de Engenharia de Sistemas, com previsão de oferta no novo campus em Fortaleza, acompanha a crescente demanda por profissionais capacitados a atuar em ambientes de alta complexidade. A formação nessa área fortalece a capacidade nacional de desenvolver soluções tecnológicas integradas, com aplicações em setores estratégicos para contribuir com o avanço científico e a inovação no país”, destacou o Reitor do ITA, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi.
Experiência Espacial
O Brasil é signatário do Programa Artemis e o ITA participa das pesquisas por meio do desenvolvimento de um satélite que deverá orbitar a Lua, o SelenITA. O objetivo será investigar os campos magnéticos e as interações presentes na crosta lunar, além de estudar o transporte de poeira na superfície do satélite, provocado por fenômenos elétricos e impactos de asteroides.
Além do SelenITA, o Instituto também atua no desenvolvimento do ITASAT II, uma constelação composta por três cubesats voltados ao monitoramento da ionosfera terrestre. O projeto contempla a avaliação da formação e do impacto de bolhas de plasma, além de aplicações no setor de defesa, como a geolocalização de fontes de radiofrequência em solo e no mar e a identificação óptica de embarcações não colaborativas.
Segundo o Chefe do CEI, Major Aviador Carlos Eduardo de Sá Amaral Oliveira, as iniciativas evidenciam o potencial estratégico dessas missões para a formação de recursos humanos e para o fortalecimento da presença nacional no cenário aeroespacial. “Além da produção de conhecimento científico, os projetos ampliam a experiência do ITA no desenvolvimento de sistemas espaciais avançados, fortalecem a cooperação internacional e criam oportunidades valiosas para a formação de engenheiros e pesquisadores em áreas de fronteira”, afirmou o Oficial.
Outros dois cubesats já foram desenvolvidos pelo ITA e colocados em órbita. O ITASAT-1 foi lançado em 2018, com o objetivo de permitir que professores e pesquisadores acompanhassem todas as etapas de um projeto espacial, da concepção ao lançamento e às operações em órbita. O satélite também levou ao espaço uma inovação inédita: o primeiro software nacional de controle de atitude integralmente projetado e implementado no país. Já o Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) foi lançado em 2022 para a coleta de dados da camada superior da atmosfera terrestre, contribuindo para estudos sobre os efeitos de tempestades solares em sistemas de telecomunicações.

Texto: Tenente Leonardo / ITA
Edição: Tenente Myrea Calazans / CECOMSAER
Fotos: ITA e NASA
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