O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou, no período de 27 outubro a 14 novembro de 2025, na Base Aérea de Natal (BANT), a Avaliação Operacional Contratual (AVOP) da aeronave H-125.
A Avaliação Operacional (AVOP) foi coordenada pela Gerência Técnica do Projeto TH-X do DCTA, com planejamento e execução das atividades conduzidas pelo Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV).
A operação contou com a participação de representantes da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Comando de Preparo (COMPREP), Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), HELIBRAS, tripulações do 1º/11º Grupo de Aviação e das equipagens de ensaios em voo do IPEV, que contribuíram diretamente para o sucesso da missão.
Segundo o Gerente Técnico do Projeto TH-X, o Coronel Aviador Alexandre Cantaluppi Silvestri de Freitas, a Avaliação Operacional da aeronave H-125 teve o objetivo de verificar, em solo e em voo, o cumprimento dos requisitos contratuais e avaliar sua adequabilidade para a formação dos novos de pilotos de helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB).
A parceria ao longo dos anos com o IPEV tem sido fundamental, pois os pareceres técnicos do Instituto nos orientam à exploração adequada das capacidades ofertadas pela aeronave. Tal condição pode ser traduzida em um ganho expressivo para a aviação de Asas Rotativas, que passa a contar com uma máquina moderna, capaz de elevar a qualidade da instrução aérea, aproximando o que é ensinado ao que é realizado pelas Unidades Aéreas da FAB, destacou o Comandante do 1º/11º Grupo de Aviação, Tenente-Coronel Aviador Eduardo Alexandre Costa.
A condução dos ensaios pelo IPEV foi fundamental para garantir que as aeronaves atendam aos padrões reais de desempenho, segurança e eficácia operacional exigidos pela FAB, complementou o Diretor do IPEV, Coronel Aviador Rodolfo dos Santos Sampaio.
A implementação da aeronave H-125 no 1º/11º GAv visa adaptar a instrução básica de helicópteros às novas funcionalidades tecnológicas empregadas nos esquadrões operacionais, como o monitoramento digital dos parâmetros de voo, maior capacidade de carga, maior margem de potência, utilização de Night Vision Goggles (NVG), utilização de sistemas de piloto automático (PA), entre outras.
O H-125 é equipado com o motor Turbomeca Arriel 2D, controlado por FADEC de duplo canal, que garante o gerenciamento eletrônico de combustível. O helicóptero possui um peso máximo de decolagem de 2.250 kgf com carga interna e 2.800 kgf com carga externa.
A cabine possui duplo comando e é equipada com um painel de aviônicos composto pelo sistema Garmin G500 TXi, que integra informações de voo, navegação e tráfego aéreo, compatível com a utilização de NVG.
A aeronave conta ainda com o piloto automático de três eixos GFC 600H, capaz de manter altitude, velocidade e atitude.
Fonte: IPEV, por Cel Av Mota
Foto: IPEV, por Sgt Shimada
- Detalhes
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) recebeu, nesta quarta-feira (6 de novembro), a astronauta americana Pamela Ann Melroy e o cosmonauta russo Aleksandr Pavlovich Aleksandrov para uma palestra e troca de experiências com estudantes de graduação e parte do efetivo do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A atividade foi organizada pela Association of Space Explorers (ASE) e integra a programação do 36º Planetary Congress, realizado pela primeira vez no Brasil.
A ASE é a única associação internacional composta exclusivamente por astronautas e cosmonautas que completaram pelo menos uma órbita ao redor da Terra. Entre suas ações, destaca-se o Community Day, iniciativa que promove imersão, aprendizado e conexão entre exploradores espaciais e a comunidade. Durante essa jornada, os astronautas visitam escolas, universidades, centros de pesquisa e polos de tecnologia em todo o país, compartilhando suas experiências e inspirando jovens a seguir carreiras nas áreas de ciência, engenharia e inovação.
No ITA, mais de 400 pessoas acompanharam as palestras realizadas no Auditório Lacaz Netto. Os convidados relataram suas experiências a bordo de missões espaciais que, somadas, totalizam mais de 300 dias no espaço. Ao final, os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas e registrar o momento com fotos ao lado dos astronautas.
O Reitor do ITA acompanhou o evento e entregou uma homenagem aos visitantes, agradecendo pela oportunidade de compartilhar “essa experiência única, que nos lembra de não focarmos nos limites que são apresentados, mas sim nas possibilidades de chegar cada vez mais longe, na fronteira do conhecimento”.
“O ITA foi concebido pelo Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho para impulsionar o desenvolvimento de tecnologia, ciência e educação que colocam o Brasil em posição de pioneirismo mundial. É uma honra receber nomes que participaram de momentos históricos da humanidade e que puderam inspirar ainda mais nossos estudantes”, completou.
Astronautas
Embora os termos astronauta e cosmonauta sejam distintos, ambos designam a mesma profissão. A diferença está na origem: “astronauta” é utilizado mais frequentemente pelos Estados Unidos e pela NASA, enquanto “cosmonauta” é o termo adotado pela Rússia.
Pamela Ann Melroy nasceu em 17 de setembro de 1961. É oficial aposentada da Força Aérea dos Estados Unidos e astronauta da NASA, atualmente atuando como vice-administradora da agência. Ela serviu como piloto nas missões STS-92 e STS-112, e comandou a STS-120, antes de deixar a NASA em 2009. Posteriormente, foi vice-gerente do Programa de Iniciativas de Exploração Espacial da Lockheed Martin e, em 2011, ingressou na Administração Federal de Aviação (FAA), onde atuou como consultora técnica sênior e diretora de operações de campo do Escritório de Transporte Espacial Comercial.
Aleksandr Pavlovich Aleksandrov nasceu em 20 de fevereiro de 1943. É ex-cosmonauta soviético e foi condecorado duas vezes como Herói da União Soviética. Participou das missões Soyuz T-9, Soyuz TM-3 e Salyut 7 PE-2.
Fonte: ITA, por Ten Leonardo
Foto: DCTA, por Ten Alessandra Borges
- Detalhes
No dia 06 de novembro de 2025, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Organização Militar subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), realizou o ensaio operacional do motor foguete S31, mais um passo importante no desenvolvimento de tecnologias nacionais voltadas ao Programa Espacial Brasileiro (PEB).
Desenvolvido e produzido pelo próprio IAE, o motor S31 compõe o primeiro estágio do Veículo de Sondagem VSB-30, utilizado em missões científicas e tecnológicas em parceria com instituições nacionais e internacionais.
O evento contou com a presença do Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, e do Vice-Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, que foram recebidos pelo Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar Jorge Marques de Campos Junior.
A operação envolveu equipes multidisciplinares do DCTA e do IAE, que puderam reciclar conhecimentos e treinar procedimentos essenciais às atividades conduzidas nos centros de lançamento. O exercício também reforçou o compromisso da Instituição com a inovação, a segurança e o desenvolvimento sustentável de tecnologias aeroespaciais.
Durante a atividade, o Tenente-Brigadeiro Neubert destacou a importância estratégica do ensaio operacional: “O teste realizado nesta data reafirma a capacidade da Força Aérea Brasileira (FAB) em prosseguir firme no desenvolvimento do VLM-1 e garantir o acesso autônomo ao espaço”.
O Diretor do IAE ressaltou o comprometimento das equipes envolvidas, a dedicação e o espírito de colaboração que tornaram o evento possível: “O sucesso desta operação é resultado do profissionalismo e da dedicação de todos que contribuíram para o cumprimento eficaz da missão”. 
Durante o ensaio, foram testados o Dispositivo Mecânico de Segurança Eletrônico (DMS-e), o novo Ignitor Pirogênico, e outros procedimentos que buscam validar o processo de desenvolvimento nas futuras operações. Todos os testes atenderam plenamente às expectativas técnicas e de segurança.
O êxito do ensaio representou mais um marco na trajetória do PEB, reforçando o papel do IAE e do DCTA como pilares do avanço científico e tecnológico nacional no setor aeroespacial.
Fonte: IAE, por TC Conrado
Foto: IAE, por Sgt Frutuoso e Sc Angelo
- Detalhes
A missão ocorre em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) para lançar o sul-coreano HANBIT-Nano, que vai colocar cinco satélites em órbita e promover três experimentos, desenvolvidos por entidades do Brasil e da ÍndiaNa segunda-feira (03/11), a Força Aérea Brasileira (FAB) deu início à fase de execução da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA). Para completar a equipe, foram enviados mais 47 servidores, totalizando cerca de 400 profissionais. A iniciativa, sob coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/FAB), vai até o dia 28 de novembro e ainda não tem data definida para o lançamento. O evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.
Para o Diretor do CLA, Coronel Aviador Clóvis Martins de Souza, o Centro de Lançamento está preparado para essa nova fase do Programa Espacial Brasileiro (PEB), com a oferta de serviços comercias. "O CLA acumula mais de quatro décadas de operações ininterruptas e mais de 500 lançamentos realizados, consolidando-se como a principal base aeroespacial do Brasil e uma das mais estratégicas do mundo devido à sua localização próxima à linha do Equador. Hoje, iniciamos uma nova fase ao coordenar o lançamento inaugural do HANBIT-Nano, um foguete sul-coreano com carga majoritariamente brasileira. Esse marco demonstra nossa maturidade técnica, soberania operacional e capacidade de liderar operações complexas, atrair parcerias internacionais e impulsionar o desenvolvimento tecnológico do país”, destaca o Diretor.
Dos profissionais envolvidos, 300 são militares e 100 são civis, para garantir redundância nas funções sensíveis. Ainda outros 60 integrantes estrangeiros, do cliente sul-coreano, compõem os esforços dedicados à operação. A formação de toda a equipe é multidisciplinar em áreas de nível técnico e superior, com foco em Engenharia (Mecânica, Elétrica e Eletrônica), Telemetria, Sincronização e Tratamento de Dados, Preparação e Lançamento, Logística, Segurança (Cibernética, Orgânica, de Voo e do Trabalho), Comunicações, Atendimento Pré-Hospitalar e Medicina Aeroespacial, Salvamento e Combate a Incêndios, Prevenção de Interferências Eletromagnéticas, Investigação de Acidentes, Supervisão Contratual, Qualidade Operacional e Controle de Protocolos.
Resultado de um edital de chamamento público feito pela AEB em 2020, a iniciativa é voltada a empresas interessadas em realizar lançamentos a partir do CLA. A Innospace foi uma das selecionadas, assinando contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022.
Dupla autorização de lançamento
Por ter atendido a todos os requisitos de segurança, padrões ambientais e capacidade de missão, o foguete da Innospace obteve, em outubro deste ano, autorização de lançamento comercial da Agência Aeroespacial da Coreia do Sul - KASA (do inglês Korea AeroSpace Administration), responsável por coordenar as atividades do segmento no país asiático. A brasileira AEB também concedeu autorização, em maio, após verificar o cumprimento de critérios de minimização de riscos de diversas naturezas e de redução de detritos espaciais, além de avaliar que a operação não compromete a segurança nacional, os interesses da política externa brasileira ou as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil.
Foguete HANBIT-Nano: tecnologia inédita
O HANBIT-Nano é um foguete de dois estágios e propulsão híbrida (sólido e líquido), com 21,9 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro, quase 20 toneladas de massa total e capacidade para transportar até 90 quilos de carga útil.
Marcos históricos
A Operação Spaceward simboliza alguns marcos inéditos, como o primeiro lançamento comercial da Innospace; o voo inaugural do HANBIT-Nano; o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro; e a consolidação do CLA como espaçoporto competitivo em nível global.
Cargas: satélites e experimentos
No foguete, estarão acondicionadas oito cargas, incluindo cinco pequenos satélites e três experimentos tecnológicos, desenvolvidos por empresas e instituições do Brasil e da Índia. Os satélites serão inseridos em órbita para coleta de dados climáticos e ambientais, desenvolvimento tecnológico e ações educacionais. Já os experimentos serão submetidos a testes e coleta de dados em ambiente de microgravidade.
Representando o Brasil, participam da operação a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com dois pequenos satélites; a AEB, com dois pequenos satélites e uma unidade de Sistema de Navegação Inercial, por meio de uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e um consórcio de empresas do setor formado por Concert Space, Horuseye Tech e Cron; e a empresa Castro Leite Consultoria (CLC), com uma unidade de Sistema de Navegação por Satélite (GNSS) e um Sistema de Navegação Inercial. Da Índia, participa a Grahaa Space, com um pequeno satélite.
Fonte: DCTA
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Letícia Faria - Revisão: Coronel Ribeiro
Foto 1: Imagem correspondente ao foguete HANBIT-TLV, também da empresa sul-coreana Innospace, que realizou voo de teste experimental no CLA, em 2023, na Operação Astrolábio.
Fotos: Arquivo / Força Aérea Brasileira
- Detalhes
No dia 30 de outubro de 2025, foi realizada no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) a abertura da 27ª edição do AeroDesign, que aconteceu de 30 de outubro a 02 de novembro de 2025. A competição contou com 85 equipes inscritas, entre brasileiras e estrangeiras, totalizando mais de mil participantes.
A cerimônia de abertura foi presidida pelo Vice-Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro Luciano Valentim Richiuti, representando o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubet. Na ocasião, também estiveram presentes o Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Professor Doutor Antonio Guilherme Arruda de Lorenzi; os Comandantes, Chefes e Diretores das Organizações Militares da Guarnição de Aeronáutica de São José dos Campos (GUARNAE-SJ); o Diretor da Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos (FATEC), Luiz Antônio Tozi; o Diretor da Competição S.A.E Brasil Aerodesign 2025, Carlos Rosley Bernandes; o Conselheiro Aeroespacial da S. A. E Brasil, Horácio Aragonês Forjaz; o Vice-Presidente Aeroespacial da S. A. E Brasil, André Gasparotti; representantes de empresas do setores públicos e privados; representantes de Fundações e Associações.
O Major-Brigadeiro Luciano, durante a abertura do evento, destacou a importância dessa competição para o segmento aeronáutico. “Dou as boas-vindas a todos, em nome do DCTA. Aliás, não poderíamos ter escolhido um lugar melhor, tanto os organizadores quanto os competidores para sediar esta competição. O DCTA é, sem dúvida, o berço da ciência e da tecnologia aeroespacial do nosso país. Foi aqui que nasceu a indústria aeronáutica e a indústria espacial brasileira. Talvez alguns não saibam, mas o embrião da Embraer, hoje a terceira maior companhia aeronáutica do mundo, surgiu justamente aqui. Ao visitarem as instalações, os senhores poderão perceber a importância de acreditar, persistir e realizar. Sonhos podem, sim, tornar-se realidade. O fato de estarmos aqui hoje, de termos o DCTA e a Embraer, é a prova de que aquilo que construímos com dedicação e visão pode se concretizar”, disse o Vice-Diretor do DCTA.
O Reitor do ITA abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes e ressaltando sua importância para a formação dos estudantes. “Um dos eventos mais importantes do calendário acadêmico e tecnológico do país, a Competição SAE é muito mais do que uma disputa entre equipes. Ela é um verdadeiro laboratório vivo de aprendizado, onde teoria e prática se encontram, e onde o engenheiro em formação tem a oportunidade de transformar conceitos em realidade”, afirmou o reitor.
As equipes participaram de uma programação diversificada, com painéis, exposições de aeronaves, competições de voo, cerimônia de premiação e visita às instalações da EMBRAER.
Para o responsável pela competição, Carlos Rosley, o evento representa uma oportunidade única de reunir talentos e incentivar o intercâmbio de conhecimento. Ele destacou a emoção de ver o resultado do trabalho das equipes: “O Aerodesign tem essa qualidade, de dar campo aos sonhos de todos vocês, que ao sonharem juntos aqui. Tudo virará realidade, naquele mesmíssimo piscar de olhos!”.
O estudante Matheus Morf Viana dos Santos, de 21 anos, cursa o 8º período de Engenharia de Controle e Automação na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e atua como Capitão-Geral da equipe Uirá Aerodesign, que participa da tradicional competição de aeronaves rádio-controladas promovida pela SAE Brasil. Com 25 anos de participação na competição, a equipe Uirá é uma das mais tradicionais do evento.
“A UNIFEI já participa da competição há 25 anos e a Uirá é uma equipe tradicional, sempre entre as melhores. Este ano, as duas classes estão performando muito bem, e tudo tem caminhado para que a gente alcance um ótimo resultado”, disse Matheus.
Com apenas 12 anos, o jovem José Antônio, natural de Jundiaí (SP) e morador de Osasco, demonstra entusiasmo ao acompanhar a competição AeroDesign em São José dos Campos. Piloto de aeromodelo, ele conta que a paixão pela aviação vem do incentivo do pai e que esta é a terceira vez que prestigia o evento.
“Sempre fui incentivado desde quando nasci, e acho muito divertido acompanhar essa categoria”, contou. O jovem, que já participou de competições da SAE, sonha alto: “Se Deus quiser, quero vir para a Embraer e ser piloto da Esquadrilha da Fumaça, fazendo aquelas acrobacias magníficas”, afirmou José Antônio.
O encerramento do evento contou com a premiação das equipes ganhadoras nas categorias Micro, Regular e Advanced, além das homenagens, menções honrosas e apresentações de vídeos sobre a competição.

Confira o resultado:
Categoria Micro: 1° Micro: Trem Ki Voa Micro – UFSJ; 2° Uai sô Fly Micro – Universidade Federal de Minas Gerais e 3° Tucano Micro - Universidade Federal de Uberlândia.
Categoria Advanced: 1° Adelphi – UNESP São João da Boa Vista; 2° EESC Charlie - Escola de Engenharia de São Carlos e 3° Urutau AeroDesign - Universidade do Estado do Amazonas
Categoria Regular: 1° EESC USP Alpha; 2° Axé Fly Aerodesign - Universidade Federal da Bahia; 3° Uirá Aerodesign – UNIFEI; 4° Uai sô Fly – Universidade Federal de Minas Gerais e 5º AeroFeg - UNESP - Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá.
Troféu de Excelência Embraer: Trem Ki Voa Micro – UFSJ
Sobre o Projeto AeroDesign
O Projeto AeroDesign é um programa de natureza educacional cujo objetivo é estimular a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes em nível superior e futuros profissionais deste importante segmento da mobilidade, através de aplicações práticas e da competição entre equipes.
A qualidade dos projetos e o desempenho dos mesmos em voo são alvo de avaliação criteriosa por parte de uma centena de juízes e fiscais – basicamente engenheiros que atuam na indústria aeronáutica brasileira - que integram o Comitê Técnico da Competição.
Como decorrência do trabalho em equipe, voltado para o desenvolvimento e materialização de seus projetos, os competidores tem também a oportunidade de exercitar disciplinas que usualmente não fazem parte dos currículos acadêmicos e que, não obstante, se revelam preciosas para o bom desempenho de profissionais da engenharia em um mundo sempre mais competitivo: espírito de equipe, liderança, planejamento, capacidade de vender ideias e projetos.
Fonte: DCTA, por Tenente Alessandra Borges
Fotos: PASJ, por Ten Daniela Camargos
- Detalhes
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou, entre os dias 20 e 30 de outubro de 2025, na Base Aérea de Anápolis (BAAN), a Avaliação Operacional Contratual (AVOP) da Missão Assalto Aeroterrestre (ASSAET) da aeronave KC-390 Millennium. As atividades foram desenvolvidas dentro do contexto da Operação Zeus 2025 – Fase ASSAET, com foco no sistema High Altitude Low Opening (HALO) e teve como objetivo principal validar a efetividade do sistema de fornecimento de oxigênio do KC-390, destinado para pilotos e tripulantes em operações em grandes altitudes com a aeronave despressurizada.
Os ensaios comprovaram a plena capacidade do sistema HALO da aeronave, possibilitando a realização do Salto Livre Operacional (SLOP) de paraquedistas e o lançamento de cargas em altitudes próximas ao Teto Operacional da aeronave — capacidades fundamentais e alinhadas às exigências dos cenários operacionais contemporâneos.
A avaliação foi coordenada pela Gerência Técnica do Projeto KC-390 do DCTA, com planejamento e execução das atividades conduzidos pelo Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV).

A operação contou com a participação de tripulações do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT – Esquadrão Zeus) e do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT – Esquadrão Gordo), além de paraquedistas do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) e especialistas da Embraer, que contribuíram diretamente para o sucesso dos ensaios.
Devido ao elevado nível de risco da missão, a presença de médicos a bordo da aeronave foi fundamental para monitorar as condições fisiológicas dos tripulantes durante os voos realizados em altas altitudes, com a aeronave despressurizada e sob temperaturas inferiores a -40 °C. A atuação da equipe médica garantiu segurança e suporte imediato aos participantes em um ambiente operacional extremo.
“A missão reforçou a maturidade do IPEV na condução de ensaios de elevado grau de complexidade operacional, avaliando sistemas críticos sob condições ambientais extremas. Ademais, pilotos e engenheiros tiveram a oportunidade de trabalhar em conjunto com tripulações operacionais e paraquedistas, conferindo caráter singular ao ensaio” - ressaltou o Major Aviador Bruno Cândido de Paula, também Engenheiro de Prova do IPEV e da Operação.
O Major de Infantaria José Ivan Pedroza Bezerra Ribeiro, do PARA-SAR, destacou que os Saltos Livres Operacionais (SLOp) em ambientes extremos, realizados durante a AVOP, ampliam a capacidade da Força Aérea Brasileira (FAB) e do PARA-SAR, no planejamento de missões de infiltrações aéreas. Segundo o Oficial, o cumprimento desse tipo de missão reforça a prontidão e a capacidade de resposta da FAB na condução de operações especiais em cenários de alto risco e elevada complexidade.
“O lançamento de paraquedistas exitoso realizado a 33 mil pés de altitude simbolizou mais do que um recorde: representou a consolidação de uma capacidade operacional há muito almejada pela FAB. A missão evidenciou o mais alto nível de preparo e excelência das equipes envolvidas, operando o KC-390 próximo ao seu limite operacional e demonstrando a performance do vetor, bem como a prontidão e a evolução da Aviação de Transporte e da FAB”, destacou o Capitão Aviador Bruno Campanaro da Silva, do 1º Grupo de Transporte de Tropa.
Fonte: DCTA e BAAN, por ACS
Foto: DCTA e BAAN, por ACS
- Detalhes
A convite do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, estudantes do Colégio Embraer, de São José dos Campos (SP), acompanharam a 27ª edição da Competição SAE BRASIL AeroDesign, realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2025. A visita ocorreu no domingo, 2 de novembro, e proporcionou aos alunos a oportunidade de conhecer de perto a exposição de aeronaves, interagir com as equipes participantes e acompanhar as provas da competição, vivenciando na prática o ambiente da engenharia e da inovação aeroespacial.
O AeroDesign reuniu 85 equipes, nacionais e internacionais, com mais de mil participantes, e teve como objetivo estimular a difusão de conhecimentos em engenharia aeronáutica, promovendo a aplicação prática de projetos e o desenvolvimento de habilidades como liderança, planejamento e trabalho em equipe.
Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, vivendo um momento de interação que permitiu a troca de experiências e aproximou estudantes e liderança da instituição, fortalecendo o vínculo com o ambiente acadêmico e científico.

O estudante Davi Cardoso, do 2º ano do ensino médio do Colégio Embraer, destacou a importância de participar do AeroDesign 2025. Apaixonado por aviação desde a infância, ele afirmou que a vivência foi decisiva para suas escolhas futuras.
“Sempre fui apaixonado pelo espaço e pela aviação. Poder assistir à preparação, à atenção e ao engajamento de cada um daqueles alunos foi extremamente inspirador, porque é o que eu quero seguir quando estiver na faculdade. Antes desse evento eu era uma pessoa, e agora me sinto mais certo do que quero para o meu futuro”, contou Davi.
A visita do Colégio Embraer reforça a importância de aproximar estudantes do universo da engenharia e da tecnologia, proporcionando experiências práticas e inspiradoras. Ao acompanhar de perto as equipes e os projetos em competição, os jovens tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, estimular a criatividade e se inspirar para possíveis carreiras no setor aeroespacial.
Fonte: DCTA, por Ten Alessandra Borges
Foto: IPEv, por Sgt Maria Eduarda
- Detalhes